Desde que começamos a desenvolver o WebWork Time Tracker, sempre fomos nossos próprios usuários.
Afinal, antes de oferecer algo ao mercado, você precisa ter certeza de que o produto vale o investimento que os seus usuários vão fazer.
O que começou como uma forma de garantir que o produto funcionava como esperávamos, se transformou em uma cultura de usar a nossa própria ferramenta no dia a dia de trabalho.
Só depois descobrimos que essa prática tem nome — dogfooding.
Em essência, significa usar o seu próprio produto para testá-lo, entender como ele funciona na prática e resolver bugs antes que cheguem aos usuários reais.
De certa forma, o dogfooding é um método acessível de teste de produto, seja nas primeiras etapas do desenvolvimento ou ao longo de toda a vida útil do software.
Embora a acessibilidade e a eficácia sejam os principais benefícios do dogfooding, aqui no WebWork vivenciamos muitos outros.
Cultura Centrada no Usuário
A cultura do dogfooding moldou a forma como os membros da nossa equipe abordam as tarefas diárias, mesmo aquelas que não têm conexão direta com o usuário final. Até funções mais distantes do produto, como a engenharia, permanecem atentas a como os usuários vão perceber e utilizar os recursos que estamos desenvolvendo.
Acreditamos que devemos isso ao dogfooding — usar o WebWork continuamente para registrar nosso próprio tempo, gerenciar nossas tarefas e testar o monitoramento de produtividade.
Empatia pelo Produto
Usar o WebWork para nós mesmos trouxe um elemento valioso para as nossas operações — a empatia.
Aposto que você nunca ouviu falar em empatia como parte das operações de uma equipe de tecnologia.
Pois é, agora você sabe que isso existe.
Enxergamos o WebWork como uma criação nossa, que fomos desenvolvendo e amadurecendo até se tornar o software robusto que é hoje. Não independente no sentido técnico, claro, mas no sentido de o quanto cresceu ao longo do caminho.
O Porquê e o Como do Produto
Nossa experiência usando o WebWork mudou a forma como enxergamos o trabalho — e não apenas como uma sequência de tarefas a cumprir. Deixamos de nos preocupar só com o quê, e passamos a investir no porquê e no como também.
Tivemos diversas situações em que colaboradores de todos os departamentos, inclusive os que não têm contato direto com o produto, trouxeram observações e preocupações que depois se mostraram extremamente valiosas. Alguns desses insights até evoluíram para os recursos mais conhecidos e queridos do WebWork.
Um exemplo claro de como o dogfooding influenciou nosso conjunto de funcionalidades é o nosso sistema de Gestão de Ausências.
Nossa gestora de RH precisava de uma ferramenta para automatizar e simplificar o processo de controle de férias e folgas do nosso grande número de colaboradores híbridos e remotos. Como já usávamos o WebWork, surgiu a pergunta: por que não implementar nosso próprio sistema de ausências diretamente nele? Além disso, sabíamos que muitos dos nossos clientes de tecnologia também precisariam dessa funcionalidade.
Usar o produto que você cria é como abrir as cortinas do palco. Você deixa de ficar só nos bastidores — passa a atuar no palco e, ao mesmo tempo, a assistir da plateia.
Redução nos Chamados de Suporte
O dogfooding só faz sentido se for praticado com o objetivo real de melhorar o produto. Ao prestar atenção em cada componente da ferramenta, em sua UI e UX, garantimos que bugs e inconsistências sejam identificados a tempo.
Para manter esse processo organizado, temos um canal dedicado ao compartilhamento de experiências e observações internas.
Encontrar bugs por conta própria e logo no início do desenvolvimento também reduz significativamente o volume de chamados de suporte.
Com frequência, membros da equipe — incluindo o nosso CEO — identificam erros, bugs e até problemas de design que poderiam gerar contatos com o suporte. Graças ao dogfooding, conseguimos prevenir esses problemas ao detectá-los cedo, antes que cheguem aos usuários.
Testando Funcionalidades Antes de Liberá-las aos Usuários
A maioria das funcionalidades, adições e atualizações sempre entra em funcionamento primeiro para uso interno. Temos um workspace da empresa no WebWork onde toda a equipe testa as novidades e atualizações.
Dependendo da funcionalidade, às vezes a utilizamos por até um mês antes de considerar que está pronta para os usuários. Em outros casos, podemos disponibilizá-la para beta testing imediatamente. E há situações em que testamos um recurso internamente, percebemos que ele precisa de mais trabalho do que o esperado, e optamos por deixá-lo de lado temporariamente para retomá-lo depois.
Cada caso é um caso. Mas o dogfooding sempre se mostra valioso.
O que importa é que, ao tornar o nosso produto bom o suficiente para o nosso próprio uso, nos esforçamos para nos superar e oferecer aos nossos usuários a melhor versão possível do WebWork.